Florianópolis,
de 2009

Edição: 37 - Ano VI
Junho/Julho 2010
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Editorial Dezembro/Janeiro 2010
PAULO FERNANDO BRESOLIN
Hoteleiro – Bel. em Adm. Pública
Data: Dezembro/Janeiro 2010

E chegou dezembro de novo. Lá se foi mais um ano e, esse, pautado menos na moral do que nos escândalos proporcionados por nossos representantes políticos. Brasília continua sendo o que um dia foram as cortes nababescas da idade média. Verdadeira orgia escancarada paga pelo povo que não tem o direito de participar. É um absurdo diário o que se negocia nesse país. O dinheiro corre solto nas mãos desses fraudadores investidos de nossos representantes legítimos. Legítimos sim! Fomos nós que os investimos nessas funções. Nós os elegemos. Sufragamos nosso direito legítimo adquirido nomeando esses crápulas. Ninguém nos obrigou, o fizemos de livre e espontânea vontade. E não adianta só criticar o LULA e o PT. Eles não tomaram o poder à força. Eles, como outros, negociaram até suas almas pelo poder e continuam negociando (e pagando caro) pela perpetuação no poder. Ideologia partidária e políticas públicas de proteção ao cidadão são, apenas e não mais do que isso, discurso eleitoral enganoso. A canalhice está arraigada no seio de todas essas agremiações ditas democráticas. Não existem recursos para obras de saneamento, para educação, políticas de saúde, transportes públicos de massa, mas escorrem recursos nas mãos deles para a compra de apoio político. Recursos esses oriundos da venda de favores e da atenção aos interesses privados em detrimento das grandes obras públicas. Deixando de lado essa lamentável novela da vida real, ainda que estejamos expostos a ela todos os dias, é com prazer que divido esse espaço com nosso jornalista responsável Mauro Julio Amorim para alguns comentários e saudações aos nossos diletos e fiéis leitores de todos os meses. Grande abraço, boa leitura, feliz Natal, próspero Ano Novo e até o ano que vem, quando retornaremos ao convívio proporcionado por esse instrumento democrático avesso as negociatas.

ANTIGO E QUASE SEMPRE BOM

Nem tudo o que é antigo é bom, é claro, ainda que consagrado pelo uso, ou pelo hábito e pela acomodação. Os ditados, por exemplo. Boa parte deles é certa e válida e deveria ser repensada todos os dias, como lições de bem viver.
“Cada macaco no seu galho” é o meu favorito. Se cada mico se propuser a ocupar o seu galho, sem balançar e ameaçar a integridade do vizinho, as coisas certamente fluirão melhor e a paz reinará em cada árvore da floresta.
“diz-me com quem andas e te direi quem és”, é furado. Não tem o menor fundamento. Porque ninguém conhece ninguém de verdade. “Em terra de cego, quem tem um olho”, não é rei, é caolho, não adianta disfarçar; assim como “mais depressa se pega um ladrão do que um coxo”, que a política brasileira já provou ser mentira.
Entretanto, há conselhos fantásticos, como o “Desiderata”, que a imensa maioria infelizmente desconhece e cujos excertos publicamos uma parte, a título de mensagem otimista de Natal e Ano Novo. “Siga placidamente em meio à confusão e o barulho, e lembre-se da paz que pode haver no silêncio. Tanto quanto possível, sem se diminuir, mantenha-se em bons termos com todas as pessoas. Fale a sua verdade quieta e claramente. E ouça os outros, mesmo os tolos e os ignorantes. Eles também têm a sua história.”
“Cuide-se de pessoas agressivas; elas são vexações para o espírito. Seja você mesmo. Especialmente, não finja afeição, nem seja cínico a respeito do amor. Acima de tudo, mantenha a paz com Deus, seja qual for a idéia que você tenha Dele.”
“E, sejam quais forem os seus trabalhos e aspirações, na barulhenta confusão da vida, mantenha a paz em sua alma. Com todas as vergonhas, drogas e sonhos partidos, este ainda é um belo mundo. Seja alegre. Esforce-se para ser feliz”



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